A trajetória de Glaucia Araújo, que transformou luta em propósito e hoje dirige o maior programa de atendimento à população em situação de rua da Prefeitura do Rio
Antes do cargo, antes do título, antes da direção… havia uma mulher que precisava trabalhar na rua para sobreviver.
Glaucia foi vendedora ambulante. Conheceu o sol forte, o cansaço, o preconceito, a instabilidade. Conheceu a dureza de lutar todos os dias para garantir dignidade. Não viveu em situação de rua — mas viveu a realidade de quem depende da rua para trabalhar, resistir e continuar.
Foi ali que aprendeu algo que levaria para toda a vida: ninguém é invisível. As pessoas são invisibilizadas.
Entre desafios e violências enfrentadas ao longo da vida, encontrou na educação o caminho da virada. Incentivada pela mãe, mergulhou nos estudos. Formou-se, tornou-se advogada, assistente social, com especialidade em m políticas públicas, construiu uma trajetória sólida na defesa de direitos e no cuidado com pessoas em sofrimento social e psíquico.
Na saúde mental, atuando com redução de danos e gestão de equipes, aprendeu que acolher é mais do que abrir portas — é sustentar processos. É acreditar quando o outro já não acredita em si.
Hoje, Glaucia assume a direção do maior programa de atendimento à população em situação de rua da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Na Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas enfrentam diariamente a exclusão, ela ocupa um espaço de decisão com algo que não se aprende apenas nos livros: sensibilidade social construída na prática. Atuou como conselheira tutelar na proteção de crianças e adolescentes.
“Eu já estive na rua trabalhando para sobreviver. Sei o que é lutar todos os dias por dignidade. Por isso, cada pessoa acolhida por esse programa precisa ser vista como história, não como número.”
Sua gestão nasce da escuta. Da experiência. Da empatia que não é discurso — é vivência.
Glaucia acredita que política pública não pode ser fria. Precisa ter rosto, nome e compromisso. Precisa reconstruir vínculos, gerar oportunidade, restaurar autoestima e abrir caminhos reais de reinserção social.
A experiência construída ao longo do processo consolida uma metodologia que pode servir de referência para outros municípios da região metropolitana, como Niterói, fortalecendo políticas públicas baseadas em resultados, dignidade e responsabilidade social
Nosso compromisso é técnico, institucional e centrado em vidas.
A mulher que um dia vendeu nas ruas hoje dirige o maior programa de acolhimento da cidade.
E carrega uma certeza:
Não é sobre o cargo.
É sobre devolver dignidade a quem nunca deveria ter sido invisibilizado.
@glauciaaraujo (Instagram)
Tel: 21974498776

